quinta-feira, 10 de julho de 2014

enquanto desconfias

Daqui de minha torre
Fito as águas entregues à luz da lua
E busco com força prender as águas de meus olhos
No mesmo luar.
Porém, meu amor não morre…
Insiste, rasga, sua
Por tantos poros
Que eu nem sei cantar.

Primeira cor, primeiro tom.
De repente parece que nunca havia visto…
Nunca assim arrebatada
De repente, assim parece…
Que nunca da pele um som
Tão perfeito. No íntimo sol de ti existo
Mais do que nunca – mas não tenho estrada.
E enquanto desconfias, apenas, e de novo, amanhece.