domingo, 21 de julho de 2013

en-luarada


Estava eu caminhando e cantando e seguindo a canção (efetivamente, a melodia de Geraldo Vandré soava ao longe, entoada por uma guitarra inspirada algures por aí), quando, do cimo da montanha, subitamente levanto o rosto e dou de caras com a lua cheia mais tremenda que eu já vi. O pessoal continuou caminhando e nem reparou. Eu parei pra ficar olhando. O pessoal meio que estranhou. E eu meio que estranhei o pessoal. A lua estava maior do que nunca (parecia daqueles filmes em que fazem efeito especial pra ela ficar enorme), estava mais branca e, por isso, mais nítida, mais nua, mais exposta. Deu-me a impressão de lhe estar vendo segredos nunca antes vistos. Será que só eu que testemunhei o breve delírio da lua?

Aproveitei, está claro, para lhe pedir um monte de coisa. A gente, humano, é assim: não pode ver um espetáculo no céu que sai logo pedindo, rezando! O mistério que nos perturba é também, afinal, o que nos salva.