segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

ataque de nervos

Estou à beira de um ataque de nervos
a ponto de me arrancar os dedos
e retorcer o tempo no meu peito
pintando de nada o vazio sem jeito

Estou a ponto de quebrar estrelas
com dilacerados lances de pedras
Mas os rios...

Os rios continuam correndo
na sua irritante calmaria lenta
A chuva vai, soberana, chovendo
E o sol só quando quer esquenta

Nada é quando, tudo é como
Muito é quanto e pouco é onde
Mas e eu...

Eu que espere, me esmere, supere
me sacrifique e me explique
pra mastigar depois da fúria
o mesmo vazio que me cura.

Eu só procuro, a céu aberto,
o lado de lá do esqueleto...


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