sábado, 19 de novembro de 2011

buraco negro

Sozinha, com a minha dor, invisível, anônima, calada pelos barulhos das ruas, das horas caindo pelas paredes, acusada disto, daquilo, tudo mentira, tudo sujo, opaco, nebuloso, confuso, estranho, a morte que chega fingindo que não, me prendendo com linhas de arame à ilusão da vida, para quê?, e o silêncio que persiste na essência de tanto barulho, e todas as coisas acreditadas em vão, para nada, e minha pele gasta por tantas lágrimas, minha pele que já era, meu corpo não visto que, agora, reconheço, já nem merece ser visto, e minha alma cadê ela, coitada, ela ouve os risos mas não consegue mais ver quem é que a pisa de tão curvada que está... sozinha, o coração ao vento... acendam a luz por favor! ACENDAM!