segunda-feira, 31 de maio de 2010

amanhecendo

O violão intocado. A chuva forte, tropical, tocando todos os instrumentos de alcatrão e cimento. Adivinho a indecisão das ondas, agora um pouco mais distantes. Rio de Janeiro. Respiro a mesma cidade que me entra pela nova janela e me encanto além-delas. Baixinho me chega a voz de Amália, imensidão de lezíria ribatejana, eternidade de rocha algarvia, mistério beirão, cheiros de Lisboa… me traz emoções misturadas de além do oceano, memórias, idades… lugares e instantes irrepetíveis e, por isso, tão dolorosos quanto felizes. Estou aqui. Não sou de nenhum lugar, sou de todos os seres que amei e amo e amarei. Que meu amor possa tudo curar!

Que meu amor possa tudo curar.


Calou-se a chuva.
E o violão, intocado.


5 comentários :

Deny Saback disse...

Lindo texto... Adorei!

Anônimo disse...

O violão admira-te calado e, a teu lado, o violeiro respira as melodias que emanam de tua alma.

Roberta disse...

linda foto! linda!

Roberta disse...

lindo texto, linda foto!

carolina floare disse...

Deny e Rô, fico feliz por gostarem.